sábado, 25 de abril de 2009

TUDO A VER





O mood guy



Algum dia ele é fofo. É raro. Mas acontece. E quando ele dá para ser fofo, ele é mais que fofo. O sujeito é algo parecido com o homem mais comovente do mundo. Outros dias, ele é tosco. Te trata meio mal. Isso se olhar direito na sua cara. Esse é mais um tipinho masculino da nossa lista. Uma bobagem. Mas é divertido brincar de catalogar seres humanos. Principalmente porque a gente sabe, no fundo, que as pessoas não são catalogáveis.
Um mood guy pode ser um pretê, um amigo. Outro dia mesmo eu tentava explicar para um cara comum (deus me livre das pessoas comuns) porque eu fiz uma festa de aniversário para um amigo certa vez em que todo mundo foi proibido de falar parabéns porque senão o meu amigo iria embora. Uma festa que ele não sabia que era a festa de aniversário dele. "Mas que complicado esse seu amigo, não?", disse o cara comum. Eu expliquei para ele que existem pessoas que são fodas, mas tão fodas que podem ser temperamentais. A gente aguenta. Eles podem.
E depois que você aprende a lidar com um mood guy, as coisas deixam de ser complicadas. Pelo tom de voz você já sabe se ele está no modo fofo, no modo histérico ou no modo intratável. É só se adaptar. E ir embora se ele estiver intratável sem falar direito com ele. O que importa, de verdade, é que existem temperamentais que vão ficar para sempre em nossas vidas. Mesmo com os seus moods tão complicados. Por que? Porque eles valem a pena. Lá no fundo. De verdade. Ao contrário das pessoas comuns. As pessoas comuns que são (todas e todos os dias) iguais.




(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dos deuses!



Oração das mulheres resolvidas!

Que o mar vire cerveja e os homens tira gosto,
que a fonte nunca seque,


e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre... Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas! Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo...
Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos,
porque Deus,
se eu pedir força,
eu bato nele até matá-lo.
Um brinde...
Aos que temos,
aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam
e os sortudos que ainda vão nos conhecer!
Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!
Amém.


P.S.: Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Para embalar o findi




Eis o melhor e o pior de mim

O meu termômetro, o meu quilate

Vem, cara, me retrate

Não é impossível

Eu não sou difícil de lerFaça sua parte

Eu sou daqui, eu não sou de Marte

Vem, cara, me repara

Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim

Só não se perca ao entrar

No meu infinito particular

Em alguns instantes

Sou pequenina e também gigante

Vem, cara, se declara

O mundo é portátil

Pra quem não tem nada a esconder

Olha minha cara

É só mistério, não tem segredo

Vem cá, não tenha medo

A água é potável

Daqui você pode beber

Só não se perca ao entrar

No meu infinito particular

domingo, 29 de março de 2009

Só pelo prazer!







vídeos: Mon mec Moi e Les Hommes Qui Passent



Mon Mec À Moi
(Musique: Pascal Obispo )
Il joue avec mon coeur
il triche avec ma vieil
dit des mots menteurs
et moi je vois tout ce qu'il dit
Les chansons qu'il me chanteles rêves qu'il fait pour deux
c'est comme les bons moments
ca fait du bien quand il pleut
Je me raconte des histoires
en écoutant sa voix
c'est pas vrai ses histoires mais moi j'y crois
Ref: Mon mec à moi il me parle d'aventures
et quand il brille dans ses yeux,
je pourrais y passer la nuit
il parle d'amour comme il parle des voitures
et moi je suis où il veut, tellement je crois tous ce qu'il me dit
tellement je crois tout ce qu'il me dit
oh oui...mon mec à moi
Sa facon d'être à moi
sans jamais dire "je t'aime"
c'est rien que du cinéma
mais c'est du pareil au même
ses films en noir et blanc
qu'il m'a joué 200 fois
c'est Garvain et Morgan
enfin ca ressemble à tout ca
Je me raconte des histoires
des scénarios chinois
c'est pas vrai ses histoires mais moi j'y crois


Les Hommes Qui Passent

Les hommes qui passent, maman
m'envoient toujours des cartes postales des Bahamas, maman.
Les hommes qui passent tout le temps
sont musiciens, artistes, peintres, trop comédiens souvent.
Les hommes qui passent, maman
m'offrent toujours une jolie chambre avec terrasse, maman
Les hommes qui passent, je sens
qu'ils ont le coeur à marrée basse, des envies d'océan
Les hommes qui passent pourtant
qu'est-ce que j'aimerais en voler un pour un mois, pour un an
Les hommes qui passent, maman
ne me donnent jamais rien que de l'argent
Les hommes qui passent, maman
leurs vies d'amour sont des étoiles qui laissent des traces, maman
Les hommes qui partent, violents
sont toujours ceux qui ont gardé un coeur d'enfant perdant
Les hommes qui passent, pourtant
qu'est-ce que j'aimerais en voler un pour un mois pour un an
Les hommes qui passent, mamanne me donnent jamais rien que de l'argent
Les hommes qui passent, maman
ont des sourires qui sont un peu comme des grimasses, maman
Les hommes qui passent, troublants
me laissent toujours avec mes rêves et mes angoisses d'avant
Les hommes qui passent, pourtant
qu'est-ce que j'aimerais en voler un pour un mois pour un an
Les hommes qui passent, maman
ne me donnent jamais rien que de l'argent
Les hommes qui passent, maman....


Fala sério! Você não sabia?!!!!!!!!

Spicy em fila de espera

Jacobs: "Pensei nas máscaras africanas. Passamos a noite cortando tiras de couro, colando contas"




Na trilha do sucesso




"Antes mesmo de chegar às lojas, a nova (e caríssima) sandália Louis Vuitton já está nos pés das famosas. Resultado: quem pode quer ter uma
Desde sempre que, para transformar produtos em objetos de desejo irrefreável, as marcas famosas os oferecem – de graça, ou com desconto, ou furando fila – àquelas pessoas que fazem moda e que adoram sair por aí usando primeiro o que todas vão querer depois. A tática é muito eficiente e, evidentemente, vem sendo utilizada nestes tempos de crise com impressionante vigor. Exemplo: a sandália Spicy, da Louis Vuitton, reunião de vários tipos de couro, plumas e contas em seis modelos desfilados na coleção primavera-verão em outubro, em Paris, e que começa agora a chegar às lojas. A primeira a aparecer com uma Spicy foi Madonna, atual garota-propaganda da marca, que num jantar de gala beneficente em Nova York em novembro assessorou com um par seu inesquecível vestido Garibaldo-da-Vila-Sésamo de plumas verdes (também Louis Vuitton). Seguiram-se a atriz Chloë Sevigny, numa festa de réveillon em Miami, a onipresente Victoria Beckham, em momento simplesinho em Londres, a modelo Heidi Klum e outras famosas e estilosas, felizes da vida com seu vistoso e altíssimo adereço.
Em São Paulo na semana passada, o estilista Marc Jacobs, que assina a sandália, explicou a VEJA como foi que a Spicy nasceu. "Queria fazer algo étnico, então pensei nas máscaras africanas", diz Jacobs. "Uma semana antes do desfile, eu e mais três pessoas da minha equipe passamos a noite cortando tiras de couro, colando contas. Cada um tinha uma caixa com várias peças e, sem olhar nem se inspirar em nenhum livro ou foto, foi simplesmente cortando e colando, como se fosse uma bricolagem. Isso rendeu seis modelos, todos de formato esportivo, lembrando as botas de escalada." Missão criativa cumprida, o estilista encaminhou a obra para o passo seguinte. "Mandamos tudo para a linha de produção da Louis Vuitton, que viabiliza a fabricação dos protótipos. Nunca é simples, mas eles estão acostumados comigo", brinca. Os seis modelos originais custam uma fortuna: em Paris, a cidade mais barata para comprar legítimos produtos LV, a sandália começa em 1 250 euros (3 800 reais) e, nos modelos de couro nobre, como píton, e pedras semipreciosas, bate em estratosféricos 2 250 euros (6 800 reais) – a título de comparação, o carro Nano, "o mais barato do mundo", da indiana Tata Motors, vai custar o equivalente a 4 400 reais. A marca, no entanto, oferece versões mais simplesinhas e a loja de São Paulo já tem data para receber os primeiros doze pares nessa categoria: 30 de março. E preço: 2 200 reais. A lista de espera está com 32 nomes."



O seu não tá lá?

Na hora da faxina




São Paulo, domingo, 29 de março de 2009


DANUZA LEÃO


A descoberta


A única coisa que percebeu foi que, mais que dinheiro, amor, felicidade, a coisa mais importante é ter saúde.
QUANDO A gente tem dez anos, tudo o que quer na vida é ser a primeira da classe. Com 12, as prioridades já são outras; toma-se conhecimento de que existe outro sexo no mundo, e a partir daí, é só nisso que se pensa: nos meninos. Os estudos vão pro brejo, a vaidade se instala como prioridade máxima e até lenços amassados se põe dentro da combinação para dar a impressão de que os seios já existem.Os namoros são muitos, as paixões chegam e vão embora com uma rapidez fulminante, e nada é mais importante na vida do que a festinha de sábado. Quando não tinha festa, improvisava-se um arrasta-pé: era só enrolar o tapete, botar um LP na vitrola e baixar um pouquinho a luz da sala. As meninas traziam, cada uma, um prato de salgadinhos, os garotos, os refrigerantes -e muito disfarçadamente, uma garrafa de rum. E dançar de rosto colado era quase como usar um anel de noivado. O tempo passava e chegava a hora de arranjar um namoro sério, tipo para casar. Havia o noivado, com festa, o casamento, com uma festança, os filhos chegavam e era a hora de melhorar de vida. Ter um carro, casa própria, poder fazer uma viagem de vez em quando, ver os filhos crescendo, dando-se bem na escola e, com sorte, entrando na faculdade. Um dia os filhos casam, o casal fica só e essa é a hora propícia para uma separação, sobretudo se os dois ainda forem jovens; razoavelmente jovens. Geralmente quem quer a separação é ela, para poder viver a vida de que tanto ouviu falar, de romances e aventuras, e que nunca viveu. Separam-se e ela só pensa em uma coisa: encontrar um grande amor. O tempo passa, sem que apareça nem um grande amor nem um pequeno. Para avó ela não tem vocação, ficar sem fazer nada não dá, aí resolve trabalhar; as coisas dão certo, o dinheiro entra, cessam as preocupações com o futuro e a vida, aparentemente, vai bem. Até que um dia sente uma dorzinha na coluna, vai a um médico e confessa que não vai a nenhum há anos. Médicos não perdoam: foi pedido logo um check-up completo. Só ela sabe o que foi marcar os exames: cada um era em um lugar, para um tinha que ficar em jejum oito horas antes do exame, para outro tinha que tomar seis copos de água 15 minutos antes de entrar na máquina, e todos, absolutamente todos os médicos de todos os exames perguntando sobre suas doenças passadas, das quais ela não se lembrava, que medicamentos tomava agora, e como cada dia era um, a resposta ficava difícil. Mas um dia terminou a via-crúcis, só que ela tinha que ir pessoalmente apanhar os resultados.Acordou achando aquele o pior programa do mundo, mas tinha que ir. E pela primeira vez pensou que, com tantos exames, poderia ter alguma coisa grave. Morreu de medo, mas não havia nada a fazer. Pegou todos aqueles envelopes e radiografias, abriu e começou a ler, mas não entendeu nada. Só um médico seria capaz disso. A única coisa que percebeu, muito claramente, foi que, mais que viagens, dinheiro, amor, felicidade, a coisa mais importante do mundo é ter saúde. E, a partir desse dia, começou a ver o mundo de outra maneira; nem melhor, nem pior, mas bem diferente.